terça-feira, 3 de junho de 2014

11 de novembro de 2012



11 de novembro de 2012

Neste dia, eu como de costume estava ouvindo as vozes, algumas masculinas outras femininas e me olhei no espelho no escuro, depois disso pensei:

“E se eu for morar na casa da Mister Hull e acontecer a mesma coisa?”

Depois disso senti um arrepio na espinha e olhei pela janela do banheiro do meu pai. A partir daí ví uma luz dupla descendo pelo prédio que fica atrás do meu. Essa luz dupla foi descendo, descendo, até que sumiu por detrás do prédio lá do fundo.


Sei que essas vozes não fazem parte de mim porque em 2006 a voz feminina desejou que eu me jogasse em baixo de um carro em movimento e mais recentemente quando eu estava apreciando a vista do andar do seu consultório a voz feminina gritou:

“Pula, pula”.

E eu jamais iria pedir a mim mesmo para me jogar em baixo de um carro em movimento ou pular de um prédio.

Eis o depoimento do Joaquim Fernando de Magalhães Castro Filho na comunidade do Orkut sobre Esquizofrenia Paranóide:

"Sim. Ouço vozes todos os dias umas três ou quatro vezes por dia agora que a doença esta controlada (tomo 1000mg de seroquel por dia) elas só falam uma palavrinha solta tipo hipócrita, tadinho dele (ironicamente), se eu surto ai sim eu fico ouvindo vozes todo dia o dia inteiro, eu só surto se paro de tomar a medicação ou uso drogas (também sou dependente químico de crack)."
 
Por que eu colei o depoimento desse cidadão aqui? Porque de vez em quando eu ouvia o mesmo termo “tadinho” por parte deles e quando pensei assim: “Isso é hipocrisia”, aí eles pararam um pouco com isso.

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